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Brasil exporta mais de 11,6 milhões de toneladas de soja em março, um recorde!

Ao todo o país lucrou 30% a mais do que no mesmo mês do ano passado. Para analista de mercado da Safras & Mercado Brasil ainda venderá muita soja em abril, maio e junho, entenda!
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Daniel Popov, de São Paulo/Canal Rural


O mês de março trouxe para o Brasil uma marca histórica no que se refere as exportações de soja. Ao todo o país embarcou incríveis 11,6 milhões de toneladas de soja, o maior montante já visto para o mês de março. O montante quase superou o recorde para todos os meses, que maior foi registrado em maio de 2018, com 12,3 milhões de toneladas. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No mês de março, a melhor marca já registrada pelo país na história antes deste ano era de 8,9 milhões de toneladas, em 2017. O resultado atual representa um incremento de 37,8% ante as 8,4 milhões de toneladas de março do ano passado.

Uma curiosidade é que o resultado de março é muito superior aos dos últimos três meses juntos (dezembro, janeiro e fevereiro), que somam 9,791 milhões de toneladas.

“Apesar de todos os problemas derivados da questão da pandemia do coronavírus no mundo, as exportações de soja do Brasil seguem tendo ótimos resultados. O mês de março registrou um recorde nos embarques de soja em grão, mostrando que a demanda chinesa segue aquecida”, afirma o analista da Safras & Mercado Luiz Fernando Gutierrez.

Receita

A receita obtida com a venda dos 11,6 milhões de toneladas de soja em grão em março, somou US$ 3,9 bilhões 30% a mais que os US$ 3 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior. 

Para entender o peso da alta do dólar nesta conta, mas da queda das cotações na Bolsa de Chicago, a receita média em março de 2019 foi de US$ 358 por tonelada, contra os US$ 341 por tonelada de março deste ano. Em fevereiro, a média por toneladas de soja foi de US$ 348.

Tendência para o 1º semestre

Segundo o analista da Safras & Mercado os chineses (maiores compradores de soja do mundo) seguirão com bastante apetite pelo grão e deve comprar muito mais ainda.

“A tendência é que os próximos meses sigam sendo de muitos negócios. Acredito que tanto abril, quanto em maio e até junho, o Brasil deverá exportar mais soja do que a média, mais do que o normal”, afirma Gutierrez.

Segundo ele o Brasil seguirá sendo o principal alvo dos chineses, não só pela grande safra e oferta que possui, mas também por deficiência econômica de seus vizinhos.

“O resultado de março reforça o sentimento que a China segue com o apetite de comprar a maior quantidade de soja que puder no primeiro semestre. A maioria do Brasil, já que as retenciones argentinas atrapalham um pouco os negócios dos nossos vizinhos”, diz.

2º semestre

Já no segundo semestre deste ano, a tendência é que o Brasil, que estará na entressafra dê espaço para os norte-americanos entrarem em jogo.

“No segundo semestre a tendência deve mudar e a China deve voltar suas atenções para os Estados Unidos para honrar o acordo comercial que fez com o presidente Donald Trump. Isso não será ruim para o Brasil, pois já negociamos boa parte da safra antecipadamente”, diz Gutierrez.

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  •   Fonte: Daniel Popov, de São Paulo/Canal Rural  
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  •   02 de Abril de 2020  


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